Poema – Saci Pererê, de Elói Bocheco #Saci100

Colecionador de Sacis

Capa e VersoTexto da Revista Saci Pererê – 100 anos do Inquérito. Clique aqui para ler e baixar.

Elói Bocheco

O Saci Pererê era uma miragem das mais ilustres em minha infância. Andava solto pelos campos, matas, terreiros, galpões, lavouras, estradas. Junto com outras visagens do repertório oral foi um grande companheiro de minha infância camponesa nos anos de 1960. Este poema está presente no meu livro Cobra Norato e Outras Miragens.

Pula que nem esquilo
Corre que nem preá
Barrete vermelho
e cachimbo,
ele vai chegando…
ele vai chegando…
ele vai assobiar….

Quem deu nó cego
no rabo do cavalo?
Quem gorou os ovos
da galinha?
Quem desmanchou
a casa do passarinho?
Foi o saci-pererê
que saiu do redemoinho.

O fogo apagou
Não foi a água
A comida azedou
Não foi o tempo
A massa desandou
Não foi o fermento
Foi o Saci-pererê
que saiu do vento.

Cadê dedal, cadê…

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